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Protestos Crédito: Veridiana Röhsler / RVA

Grandiosidade da greve dos caminhoneiros já reflete de maneira significativa em vários setores

Diversos serviços estão afetados, além de faltar combustível em praticamente todos os postos da cidade

  • Grandiosidade da greve dos caminhoneiros já reflete de maneira significativa em vários setores
    Foto: Guilherme Chagas / RVA

As manifestações que ocorrem em todo o país contra o alto preço de combustíveis e a exagerada carga tributária praticada, também ganham força na Capital do Chimarrão. Atendendo a pedido da Federação dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Venâncio Aires paralisa nesta sexta-feira, 25, as atividades que demandam uso de combustíveis. A frota de veículos da prefeitura vai ficar parada, com exceção dos carros da saúde, como as ambulâncias. Segundo o prefeito em exercício, Celso Krämer, neste momento é preciso dar apoio às categorias atingidas.

Conforme o presidente da Famurs, Salmo Dias, a paralisação nos municípios gaúchos ocorre contra o preço abusivo dos combustíveis e também em apoio aos caminhoneiros, embora as próprias prefeituras corram risco de perder verbas com a redução de impostos sobre o diesel. Além da dificuldade enfrentada pela falta de combustível, os municípios temem ser ainda mais afetados pela redução ou suspensão da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico sobre o diesel.

Mobilizações desta quinta-feira

Nesta quinta-feira, 24, mobilização ocorre em Venâncio e na região. Na RSC-287, há protestos próximo ao restaurante Casa Cheia. Ainda, comerciantes da Capital do Chimarrão, liderados pelo vice-presidente de Comércio Airton Bade e também por Jairo Jantsch, promovem manifesto no Centro da Cidade, às 15h, expressando a inconformidade do setor com o alto preço dos combustíveis. Após, vão se unir aos caminhoneiros na 287. 

Combustível acaba em postos

Municípios do Rio Grande do Sul já estão sem combustível nos postos. Em Venâncio Aires, a falta do produto também já é sentida. Longas filas se formaram em praticamente todos os postos do município. E, na maioria, não há mais gasolina há venda.

A grandiosidade e importância da greve dos caminhoneiros, já reflete de maneira significativa em vários setores. Não só falta gasolina nos postos, como também, revendedores de gás registram falta de entrega no Rio Grande do Sul. Revendedores de gás liquefeito de petróleo tem comunicado a falta do recebimento do produto das distribuidoras ao Sindicato das Empresas Distribuidoras, Comercializadoras e Revendedoras de Gases em Geral do Rio Grande do Sul.

A situação poderá ser sentida também em mercados e demais estabelecimentos revendedores de alimentos, já que não há abastecimentos dos produtos. Segundo o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo, agravaram-se os problemas de abastecimento de mercadorias para supermercados gaúchos em decorrência da paralisação dos caminhoneiros em todo o Brasil.

O dirigente salienta, entretanto, que os supermercados possuem um estoque médio de segurança de 15 dias nos produtos não perecíveis. A situação mais preocupante recai sobre os perecíveis, que não são estocados pelos supermercados por curto prazo. A partir dos próximos dias, se a situação não se normalizar, poderá haver desabastecimento em itens de hortifrúti, carnes, frios e laticínios refrigerados. Farmácias também tem sido notificadas por distribuidores, que não vão efetuar entregas de medicamentos em apoio à greve.

Unisc cancela aulas

A Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) comunica professores e acadêmicos que, por conta da paralisação, suspende as aulas na noite desta quinta-feira, 24, e na manhã desta sexta-feira, 25, em todos os campi da Universidade. Já na Univates, as atividades seguem normalmente. 

Outros serviços afetados 

LIXO: O recolhimento de lixo em Venâncio Aires poderá ser afetado. A população deve ficar atenta, já que pode não ser feito recolhimento normal nesta sexta-feira. Ainda são aguardadas recomendações oficiais por parte da Administração Municipal. 

ÔNIBUS: Os venâncio-airenses precisam ficar atentos também à questão dos ônibus, já que empresas têm suspendido alguns roteiros para racionar combustíveis. A empresa Auto Viação Venâncio Aires Ltda cancelou linhas previstas para esta quinta-feira, 24, e sexta-feira, 25, temendo que os veículos fiquem desabastecidos.

Já com relação à Viasul, não há transporte saindo de Estrela para Venâncio Aires. Na unidade de Lajeado, a Viasul não fará os horários das 15h25 e 16h30, para Venâncio Aires. A ViaSul também suspendeu horários com direção à Lajeado, na Rodoviária de Venâncio Aires às 13h, 14h10 e 16h15. Para Vila Arlindo, está suspenso ônibus que sai de Venâncio às 15h30 e às 16h. Para Vila Mariante, não há ônibus às 13h30 e às 15h15. A direção da Escola Helena Bohn, de Vila Teresinha, também comunica que não haverá transporte escolar da Viasul nesta sexta e segunda-feira, mas que as aulas seguem normalmente. 

Caciva mobiliza comércio 

A Caciva também emitiu nota em que se coloca solidária à mobilização dos caminhoneiros. Leia na íntegra: Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Venâncio Aires manifesta o seu apoio a "indignação" dos caminhoneiros frente aos constantes aumentos do valor dos combustíveis. É preciso que haja bom senso para que o direito de ir e vir do cidadão sejam respeitados, os serviços essenciais sejam garantidos e cargas perecíveis não se percam.

Apoiando este movimento, a Caciva sugere aos seus associados que fechem suas empresas amanhã, dia 25, das 13h30 às 14h30, independente de sua localização. Sugerimos que as empresas estejam representadas por suas equipes de trabalho, em frente às empresas, portando cartazes de apoio ao movimento dos Caminhoneiros e convidando os clientes a se unirem à manifestação durante uma hora.

Pedimos que fotografem a ação para juntos divulgarmos um amplo movimento de apoio. Dentro do possível a Caciva irá circular com seu carro registrando as imagens.

Mato Leitão 

Tendo em vista o desabastecimento de combustível dos veículos e máquinas a Prefeitura de Mato Leitão anunciou decreto de situação de calamidade pública. A falta de combustível se agravou e a tendência é de que o produto não esteja mais disponível a partir desta quinta-feira nos postos do Município.

A partir de decreto entram em vigor medidas administrativas básicas para racionalização da utilização dos veículos oficiais. O uso somente poderá ocorrer para atender medidas de extrema urgência. Ficam suspensas as obras que necessitam do apoio de máquinas do poder público, bem como demais serviços mantidos pelo Municípios.

O transporte escolar, oferecido pela frota da Prefeitura de Mato Leitão, poderá ser suspenso, casos esvaziem os estoques nos ônibus. O decreto de situação de calamidade pública terá duração até 31 de maio, podendo ser prorrogado, caso persista a necessidade.

 

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