ÁUDIO: Discussão sobre aterro sanitário em Taquari termina com ameaça e presença da polícia

A polêmica que envolve a instalação de um aterro sanitário em Taquari ganhou, na noite dessa terça-feira, 05, um novo capítulo. Na sessão desta semana, os vereadores estavam analisando o veto do prefeito André Brito a um projeto de autoria do próprio Legislativo e que proíbe a instalação de aterro sanitário ou similares no município. Durante as manifestações sobre o tema, o clima esquentou e um dos vereadores foi ameaçado por um popular que acompanhava.

Como o colega que foi intimidado havia deixado o plenário, o presidente José Harry Saraiva Dias (PDT) interrompeu a sessão. Em uma sala separada, outros quatro vereadores afirmaram que, por conta da ameça e dos gritos durante os pronunciamentos, se sentiam inseguros para votarem o veto. A sessão foi encerrada e deve ser retomada, segundo José Dias, na próxima sexta-feira ou na segunda-feira da semana que vem.

Além dos dois policiais que já haviam sido acionados depois que técnicos da Câmara de Vereadores perceberam que um grande grupo se organizava para acompanhar os trabalhos, com o tumulto, outras duas viaturas de Bom Retiro do Sul e Teutônia foram até o local. O caso deve repercutir na esfera penal. Leandro Mariante (PT) e Felipe Santos dos Reis (PSB) procuraram as forças policiais e realizaram o registro por ameaça. O episódio será investigado pela Polícia Civil.

Para José Harry Saraiva Dias, os fatos recentes mostram que a posição da Câmara de Vereadores, da Prefeitura e da comunidade é parecida – contra a instalação do aterro na região de Amoras. O presidente defende que um das motivações do veto do prefeito ao projeto do Legislativo é o conflito com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Um parecer técnico da Delegações de Prefeituras Municipais, responsável pela orientação jurídica em temas polêmicos, classificou a matéria como inconstitucional.

Apesar do veto, o chefe do Executivo de Taquari apresentou outro projeto. O texto define as regras e critérios mais técnicos para a instalação e operação de aterros na cidade, com destaque para o distanciamento de 500 metros de núcleos populacionais e 200 metros de corpos hídricos. “O projeto anterior foi vetado pela inconstitucionalidade do formato na parte escrita e pelo que atinge na cidade”, defendeu o presidente, que é colega de partido do prefeito.

Ouça a entrevista completa com o presidente José Harry Saraiva Dias:

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