Nos abrigos em Venâncio, quem é acolhido também gosta de ajudar

Abrigados nos espaços públicos auxiliam com trabalho voluntário na preparação da alimentação, limpeza e organização dos locais

Já são quase 20 dias em que centenas de venâncio-airenses estão tendo que viver em ginásios, depois que tiveram perdas em suas casas com as cheias do rio Taquari e arroio Castelhano. O município instalou três abrigos que chegaram a ter no total, quase 500 pessoas vítimas dos estragos das fortes chuvas. Para isso, é necessário, diariamente, muitos esforços das equipes da Prefeitura, da comunidade e dos voluntários para manter a assistência às pessoas.

Preparação das refeições, limpeza dos espaços, triagem das doações, apoio emocional, assistência às crianças e idosos, acolhimento aos animais de estimação, tudo precisa de muitas mãos para ser organizado. E essas mãos tem sido estendidas também por quem foi acolhido nestes espaços até conseguir voltar para suas casas.

Alguns destes exemplos são a Claudete de Lima Menegaz e Camila Dill, que estão levando os dias pós-enchente na companhia de outras pessoas, entre idosos adultos e crianças, nos abrigos. A Claudete, ou Nega como ela prefere ser chamada, está no abrigo instalado no ginásio da comunidade Nossa Senhora de Lourdes, em Vila Estância Nova, e tem ajudado especialmente na triagem das doações que o espaço recebe para os acolhidos. “Primeiro eu ajudava na distribuição das roupas, depois eu comecei a ajudar também arrumando as camas, às vezes eu estava deitada e chegava pessoas acamadas, dai eu logo ia ajudar também. Agora eu fico bastante nessa parte de dobrar e arrumar as roupas pra pessoas poderem vir pegar até porque agora esfriou mais”, destaca.

Já em Linha Mangueirão quem quase não teve muito tempo para dar depoimentos, foi a Camila Dill, que no momento da entrevista já estava envolvida com a preparação para o almoço para os demais assistidos no espaço. Abrigada com a família no local desde o dia 30 de abril, quando a água da chuva inundou sua casa, Camila disse que ajuda onde é necessário, seja na limpeza do ginásio ou no preparo das refeições. “A gente se ajuda em tudo aqui, lava louça, cozinha, limpeza em geral. Estamos aqui também para ajudar”, disse.

Nesta quinta-feira, os espaços ainda abrigavam, no total, 226 pessoas. Em Linha Mangueirão são 95 pessoas, Em Vila Estância Nova outros 99 abrigados e ainda, 32 na Sercsate, no bairro Santa Tecla.

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