Aluguel social é alternativa para famílias desabrigadas pelas enchentes

Em Venâncio Aires, 39 famílias já estão usufruindo do benefício de aluguel social e outras 154 estão com processo em andamento e análise

Em Venâncio Aires, 39 famílias já estão usufruindo do benefício de aluguel social, e outras 154 com processo em andamento e análise. São venâncio-airenses que ficaram desabrigados durante as enchentes do rio Taquari e arroio Castelhano e que por cerca de um mês precisaram ficar nos abrigos instalados pelo município. Com a proposta, a prefeitura custeia o aluguel aos moradores que se enquadram no decreto de calamidade pública no município.

Depois de 25 dias vivendo no abrigo em Linha Mangueirão, a família da Natália agora começa a reorganizar a vida, depois de perderem a casa em Vila Mariante, durante a enchente. E o recomeço é possibilitado pelo benefício do aluguel temporário custeado pela Prefeitura, agora numa região mais segura, região alta do bairro União. Natália de Brito e o esposo Daniel Dutkercz, tem cinco filhos e assim como pai de Natália, Edair de Brito, não pretendem mais voltar para Vila Mariante. “Depois de 25 dias no abrigo poder estar “em casa”, em segurança não tem preço. O aluguel social nos dá esta oportunidade neste primeiro momento após a catástrofe que destruiu nossa Vila Mariante. Só tenho a agradecer a prefeitura por estar conosco nessa fase e meu desejo é que possam amparar mais famílias nesse momento”, destaca Natália.

Conforme a secretária municipal de Habitação e Desenvolvimento Social, Camilla Capelão, com os encaminhamentos das famílias para o aluguel temporário, os abrigos municipais estão sendo desativados. Depois da estrutura instalada no ginásio Sercsate, do bairro Santa Tecla ser desfeita na semana passada, também nesta quarta-feira, 5, estão sendo encerradas as atividades no abrigo junto a comunidade Nossa Senhora de Lourdes, em Linha Estância Nova. Com isso, deve continuar em atendimento o espaço para desabrigados em Linha Mangueirão, com 31 pessoas em atendimento. Juntos, os três abrigos chegaram de acolher 490 pessoas.

A secretária explica ainda que além das situações da famílias desabrigadas, outras solicitações de moradores desalojados, ou seja, que precisaram ficar em casas de familiares ou amigos durante as cheias, que também solicitaram o benefício do aluguel social. “Trabalhamos coma prioridade de encaminhar as famílias que estão nos abrigos, mas na próxima semana já queremos dar andamento aos processos para os demais que estão em casas de conhecidos”, destaca Camila. De acordo com a Defesa Civil, o número de atingidos chega a 23 mil pessoas e até oito mil residências.

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