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Paralisação Crédito: Veridiana Röhsler / RVA

Pais e alunos manifestam em pedido pela volta das aulas, mas escolas seguem em greve

Movimento pacífico reuniu estudantes em frente ao CAJ nesta sexta-feira, mas a paralisação dos professores continua

  • Pais e alunos manifestam em pedido pela volta das aulas, mas escolas seguem em greve
    Foto: Veridiana Röhsler / RVA

Há quase dois meses, escolas Estaduais em Venâncio Aires estão paralisadas. A greve do magistério gaúcho atinge cerca de quatro mil alunos no município, que terão dificuldades para recuperar as aulas no ano que vem. Nesta sexta-feira, 20, pais e alunos realizaram uma manifestação pacífica em frente à Escola Cônego Albino Juchen (CAJ), em apelo aos educadores para que retornem às aulas.

Enquanto que professores reivindicam seus direitos e pedem o pagamento integral dos salários, pais e alunos também querem garantido o direito à educação. Mãe de dois alunos da Escola Monte das Tabocas, Fabiane Bergamann participou das atividades e, em entrevista à reportagem da Rádio Venâncio Aires, comentou a situação, ressaltando que os pais não são contra professores, mas se preocupam com a educação dos filhos. "A gente pede que a comunidade entenda o nosso lado. Em momento algum comentamos que somos contra professores e entendemos que a greve é um direito, mas o direito às aulas também precisa ser garantido", destaca.

Fabiane e outros pais têm se mobilizado pela volta das aulas e, inclusive, protocolaram um pedido de uso da Tribuna Livre na Câmara de Vereadores para chamar atenção da comunidade. A principal preocupação se refere à conclusão do Ensino Médio de muitos alunos que se preparam para realização de vestibulares e demais provas que facilitam o acesso às Universidades, como o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). 

Em nome dos estudantes que participaram da manifestação, o aluno do 1º ano do CAJ, Rafael Storch, também pediu pelo retorno das aulas, destacando que esse é um direito das crianças e jovens. "Os professores estão reivindicando um direito passando por cima dos direitos dos estudantes. A gente não pode pagar por questões partidárias, só queremos ter aula", apela Rafael. 

Enquanto que ocorria a manifestação em frente à Escola Cônego Albino Juchen, dentro do educandário os professores realizavam mais uma assembleia. Mesmo com o apelo de pais e estudantes, os educadores decidiram por manter a greve. A paralisação na escola segue, pelo menos, até a próxima sexta-feira, dia 27, quando ocorre nova reunião. Demais escolas de Venâncio Aires também seguem em greve total, como Monte das Tabocas, Crescer e Adelina Isabela Konzen. A paralisação é por tempo indeterminado.

 

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