Livro sobre tradição das ‘noivas de preto’ será lançado em breve pelo escritor gaúcho Felipe Braun

O escritor gaúcho Felipe Kuhn Braun, de 33 anos, programa o lançamento, para os próximos dias, de mais um livro que retrata a história de famílias descendentes alemãs. Com quase duas décadas de pesquisas relativas à imigração e 20 livros lançados, o jornalista abordará agora a tradição das noivas que se casavam com vestidos pretos.

A obra intitulada As noivas de preto retrata uma tradição de mulheres de origem germânica, principalmente até o início do século XX. O último registro encontrado, no entanto, segundo Braun, já data do ano de 1941. A noiva é moradora de Igrejinha/RS e tem hoje 102 anos de idade. “A explicação de muitas pessoas é que pelas dificuldades financeiras, já na Alemanha, os ancestrais casavam assim, pois um vestido branco não poderia ser usado tantas vezes quanto o preto e, devido à pobreza, o vestido do casamento seria usado pela noiva ainda por muito tempo após o casamento”, explica.

Outra explicação para os casamentos com vestidos pretos remonta à Idade Média. “Naquela época, a maioria das pessoas era empregada em terras dos senhores feudais, os chamados vassalos. Nos feudos, principalmente do leste europeu, existia o direito à primeira noite (“ius prima nox”). O nobre senhor feudal tinha o direito de dormir com a noiva de seu vassalo, pela primeira vez, antes do casamento. Assim, as mulheres casavam de preto, como uma forma de luto pela atitude. Quando os alemães chegaram ao sul do Brasil, o feudalismo não mais existia, mas o que era um sinal de luto, se manteve como tradição, tanto aqui, quanto na Alemanha”, destaca o escritor.

Obras publicadas e pesquisa

A mais recente obra apresenta por Felipe Kuhn Braun é intitulada Famílias teuto-brasileiras: história e genealogia, publicada no ano passado, que traz sobrenomes iniciados com a letra ‘A’. Essa, apresenta 4 mil nomes de imigrantes alemães e seus descendentes de 22 famílias de origem germânica do Sul do país. Trata-se do primeiro volume de uma coletânea, que vai receber novas versões, seguindo as demais letras do alfabeto.

Como base para escrever os livros, Felipe utiliza um acervo de cerca de 400 mil nomes de imigrantes de origens germânicas e 40 mil fotografias, entre cópias e originais. Desde que iniciou a pesquisa, ele já visitou 750 famílias nos três estados do Sul do Brasil e também em países com Argentina, Paraguai, Alemanha e Luxemburgo.

O jornalista começou as buscas de informações ainda na adolescência, aos 13 anos de idade, inspirado nas histórias da avó. Hoje, é colaborador de pesquisas em diferentes instituições brasileiras e internacionais. Seu objetivo, é valorizar as histórias de antepassados, além de preservar a cultura.

Vereador no município de Novo Hamburgo, Felipe Kuhn Braun é representante do Rio Grande do Sul na diretoria de uma entidade com sede em Karlsdorf-Neuthard, na Província de Baden-Württemberg (Badisch-Südbrasilianische Gesellschaft e. V,), promotora de encontros culturais, intercâmbios e cursos de línguas e pesquisa genealógica.

Contatos

Para aquisição dos livros de Felipe Kuhn Braun ou mais informações sobre o seu trabalho, estão disponíveis páginas no Facebook e no Instragram, além do telefone para contato (51) 99971-1456 e o e-mail [email protected]

Casal de sobrenome Heck, em Lajeado, no começo do século XX. Foto: Divulgação
Reinaldo Kieling e Adolfina Boll, de Santa Maria do Herval, por volta de 1900. Foto: Divulgação
Vereador no município de Novo Hamburgo, Felipe Kuhn Braun é representante do Rio Grande do Sul na diretoria de uma entidade com sede em Karlsdorf-Neuthard, na Província de Baden-Württemberg, promotora de encontros culturais, intercâmbios e cursos de línguas e pesquisa genealógica. Foto: Divulgação.
 

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